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No setor automotivo, podemos
encontrar varistores no interior das unidades de
comando do sistema de injeção eletrônica. Sua
função é proteger a unidade contra surtos de
tensão de pequena duração. É por isso que alguns
módulos de injeção chegam a suportar até 17V num
espaço de tempo sem se danificar.
2.2.5. Extensômetro (Straingage)
Extensômetro é um transdutor
capaz de medir deformações de corpos. Quando um
material é deformado sua resistência elétrica é
alterada, a fração de mudança na resistência é
proporcional a fração de mudança no comprimento
do material.
Os termo extensômetro deriva do
inglês (straingauge). Existem vários modelos
construtivos de extensômetros dependendo da
aplicação.
Os extensômetros elétricos têm
as seguintes características gerais, que denotam
sua importância e alto uso:
- alta precisão de medida;
- baixo custo;
- excelente linearidade;
- excelente resposta dinâmica;
- fácil instalação;
- pode ser imerso em água ou em atmosfera de
gases corrosivos (com tratamento adequado);
- possibilita realizar medidas à distância.
A base do extensômetro pode ser
de: poliamida, epóxi, fibra de vidro reforçada
com resina fenólica, baquelita, poliéster, papel
e outros. O elemento resistivo pode ser
confeccionado de ligas metálicas tais como
Constantan, Advance, Nicromo V, Karma, Níquel,
Isoelatic e outros.
O extensômetro pode ser confeccionado também com
elemento semicondutor, que consiste basicamente
de um pequeno e finíssimo filamento de cristal
de silício que é geralmente montado em suporte
de epóxi ou fenólico.
As características principais
dos extensômetros elétricos de semicondutores
são sua grande capacidade de variação de
resistência em função da deformação e seu alto
valor do fator do extensômetro, que é de
aproximadamente 150, podendo ser positivo ou
negativo. Para os extensômetros metálicos a
maior variação de resistência é devida às
variações dimensionais, enquanto que nos de
semicondutor a variação é mais atribuída ao
efeito piezo-resistivo.
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