Muitas pessoas gostam de manter seu carro
sempre limpinho. Passam horas lavando,
encerando, dando brilho na pintura. Depois,
vem a parte interna, aspira, limpa o
estofamento e lava os carpetes de borracha,
além é claro, passar silicone líquido no
painel e limpar bem os vidros.
Para quem já fez tudo isso, não custa nada
lavar o motor, quer dizer, não custava.

Atualmente, os motores possuem diversos
sensores que fazem parte do gerenciamento
eletrônico do sistema de injeção e ignição.
Alguns desses sensores, principalmente o
sensor de fluxo de ar e o sensor de posição
de borboleta não podem ser molhados, pois, a
água infiltra na trilha do seu potenciômetro
com muita facilidade, ocorrendo erros de
medição e, conseqüentemente, falhas no
funcionamento do motor.
Pior ainda, se a lavagem for feito em lava
rápidos, onde normalmente se utiliza de uma
máquina para efetuar a limpeza. A água
jogada com pressão infiltra-se com maior
facilidade nos componentes.
Além dos sensores, alguns veículos, utilizam
a unidade de comando do sistema de injeção
no compartimento do motor. Uma vez
danificada, deve ser substituída, aí uma
simples lavagem pode se tornar uma tremenda
dor de cabeça.
Se o motor estiver muito sujo, proteja todos
os componentes eletrônicos para efetuar a
limpeza, ou procure lava rápidos que saibam
lidar com esses veículos.
Observação: Evite utilizar querosene
para limpeza ou qualquer tipo de solvente de
origem mineral. Embora não venha a danificar
o motor, provocam o ressecamento dos coxins
e de todas as borrachas da suspensão.
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