Wednesday, 7 de January de 2009

Taubaté - SP

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:: Comportamento revela o perfil do motorista
 

Especialistas afirmam que motorista faz do carro uma "extensão" de sua personalidade.

Um carro 1.0 "passeia" pela pista da esquerda da via expressa a 65 km/h. Atrás, segue uma fileira de impacientes colegas de volante que tentam rodar a, pelo menos, 90 km/h.

No final dessa fila, um motorista de automóvel esportivo pisca o farol insistentemente, para que os outros saiam da frente antes que ele "passe por cima". Como ninguém abre caminho, ele passa pela direita e ainda dá uma "fechadinha" no "lerdão".

Essa situação é tradicional no trânsito representa o típico comportamento do motorista tupiniquim. A explicação de psicólogos e engenheiros de tráfego para essa conduta está na vocação do brasileiro de fazer do veículo uma "extensão" da própria personalidade.

"A pessoa acha que a potência do carro é a dela. Ela 'veste' o veículo, que se torna uma extensão do poderio físico ou elemento compensador de alguma limitação", analisa o presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Fábio Racy.

"A prioridade torna-se superar o outro motorista", afirma o psicólogo e coordenador de cursos de capacitação para médicos examinadores do Detran, Alberto Francisco Sabbag.

Ao mesmo tempo, aquele que tem um carro menos potente, pode concluir que tem o mesmo "direito" a andar na esquerda, mesmo abaixo da velocidade permitida.

O sistema viário do país também influencia. A maioria das estradas são estreitas, sinuosas e de mão dupla, oferecendo poucos pontos para ultrapassagens seguras.

Com isso, os motoristas que não têm paciência para ficar atrás de pesados e lentos caminhões, acabam fazendo ultrapassagens em condições desfavoráveis.

"Ocorre uma indução ao erro. Se uma determinada situação demora muito, o brasileiro, impaciente por natureza, fatalmente se torna mais agressivo e começa a arriscar mais", disse o engenheiro de tráfego Fernando McDowell.

Essa realidade muda de acordo com as regiões do país. Nas localidades onde a fiscalização é maior, a impunidade é menor e as condições viárias mais favoráveis.

Em São Paulo, onde há fiscalização eletrônica abundante, os motoristas respeitam mais as leis que, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde os radares e "pardais" são em menor quantidade.

Fonte: Jornal ValeParaibano

 
 
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